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8 erros na medição de viscosidade que podem alterar seus resultados

07 | 10 | 2026

A medição de viscosidade depende não apenas do equipamento utilizado, mas também das condições em que a análise é realizada. Pequenas diferenças de temperatura, preparação da amostra, rotor ou velocidade podem produzir resultados diferentes.

Quando um viscosímetro apresenta valores distintos entre análises, portanto, isso não significa necessariamente que exista um problema no equipamento.

Conheça alguns dos erros mais comuns e saiba como evitá-los.

1. Não controlar a temperatura da amostra

A temperatura é uma das variáveis que mais influenciam a viscosidade.

Na maioria dos líquidos, o aumento da temperatura reduz a viscosidade, tornando o produto mais fluido. Quando a temperatura diminui, ocorre normalmente o efeito contrário.

Por isso, comparar resultados obtidos em temperaturas diferentes pode levar a conclusões incorretas.

Para controle de qualidade, é recomendado estabelecer uma temperatura de referência e reproduzir essa condição nas diferentes medições.

2. Utilizar uma combinação inadequada de rotor e RPM

O viscosímetro rotativo trabalha com diferentes combinações entre rotor e velocidade.

Utilizar uma configuração inadequada pode fazer a leitura permanecer próxima aos limites da faixa operacional.

Quando a viscosidade aproximada da amostra não é conhecida, diferentes combinações podem ser avaliadas até encontrar uma condição adequada.

Saiba mais em como escolher o rotor do viscosímetro.

3. Deixar bolhas de ar na amostra

Bolhas de ar próximas ao rotor podem interferir no contato entre o spindle e o fluido.

Esse problema merece atenção principalmente em cremes, géis e outras amostras que podem incorporar ar durante sua preparação ou transferência.

Sempre que o método permitir, a amostra deve ser preparada de forma homogênea e evitando a presença de bolhas na região de medição.

4. Encostar o rotor no recipiente

O rotor deve trabalhar livremente dentro da amostra.

O contato com o fundo ou com as paredes do recipiente pode interferir na resistência encontrada pelo spindle e comprometer a análise.

Também é importante utilizar volume suficiente de amostra e respeitar a profundidade de imersão indicada.

5. Utilizar o rotor sujo

Resíduos de análises anteriores podem contaminar a nova amostra e modificar as condições de contato entre rotor e fluido.

Após cada utilização, o spindle deve ser higienizado utilizando um procedimento compatível com o produto analisado e com o material do componente.

Produtos como óleos, tintas, cremes, adesivos e resinas podem exigir métodos de limpeza diferentes.

6. Alterar o RPM entre análises comparativas

Em análises de rotina, principalmente com materiais não newtonianos, a velocidade de rotação deve fazer parte do procedimento padronizado.

Alterar o RPM modifica as condições de cisalhamento aplicadas ao produto e pode resultar em valores diferentes de viscosidade aparente.

Por isso, registrar apenas o resultado em mPa.s pode não ser suficiente.

Também é importante registrar:

  • Rotor utilizado;
  • RPM;
  • Temperatura;
  • Tempo de análise;
  • Condições de preparação da amostra.

7. Não nivelar o viscosímetro

Viscosímetros rotativos possuem sistemas de nivelamento para ajudar no correto posicionamento da unidade de medição.

Antes de iniciar a análise, é importante verificar o nível do equipamento e realizar os ajustes necessários.

Os viscosímetros rotativos Q860 e Q860M possuem nível tipo bolha incorporado à unidade de medição.

8. Utilizar um rotor danificado

O spindle é uma peça de precisão.

Quedas, impactos, deformações ou esforços inadequados durante a instalação podem alterar sua geometria.

Mesmo pequenas deformações podem comprometer a repetibilidade da análise.

Por isso, os rotores devem ser manuseados, higienizados e armazenados cuidadosamente.

Como melhorar a repetibilidade da medição de viscosidade?

A melhor forma de obter resultados comparáveis é estabelecer um procedimento de análise.

Esse procedimento pode definir:

  • Temperatura da amostra;
  • Rotor utilizado;
  • Velocidade em RPM;
  • Quantidade ou volume de amostra;
  • Recipiente utilizado;
  • Tempo de estabilização;
  • Momento da leitura;
  • Procedimento de limpeza.

Quanto maior a padronização entre as análises, mais fácil será identificar alterações reais entre diferentes lotes ou formulações.

Perguntas frequentes

Por que o viscosímetro apresenta resultados diferentes?

Diferenças de temperatura, rotor, RPM, preparação da amostra, presença de bolhas ou comportamento não newtoniano podem causar variações.

Bolhas interferem na viscosidade?

Podem interferir na medição quando permanecem próximas ao rotor e alteram o contato entre o spindle e a amostra.

O rotor precisa ser limpo após cada análise?

Sim. Resíduos podem contaminar a amostra seguinte e interferir nas condições da medição.

A temperatura precisa ser sempre a mesma?

Em análises comparativas, a padronização da temperatura é fundamental para que os resultados possam ser corretamente comparados.

Para entender melhor os princípios da análise, consulte O que é viscosidade: entenda os tipos, como medir e quais equipamentos utilizar.

Resumo

Resultados diferentes em análises de viscosidade podem estar relacionados às próprias condições do ensaio. Temperatura, rotor, RPM, bolhas, nivelamento e preparação da amostra devem ser controlados para aumentar a repetibilidade e a confiabilidade das medições.

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